
No meio daquela gente toda, procura distraidamente os rostos, atitudes e formas como dançam e seduzem quando sente uns olhos familiares fixos nela. Olha para ele e sorri. Como é que pode? Tão longe de casa e encontra-o ali.
Nunca falou com ele, nunca lhe sentiu o cheiro, nunca lhe tocou, mas sim sabia que era Carlos e que vive muito perto dela, sim sabia que ele existia, sim sabia o que ele provocava nela.
Confiante como nunca aproximou-se dele a sorrir e recebe um sorriso aberto, dançam.
Finalmente ela sente o seu cheiro, finalmente sente a sua respiração, finalmente toca-o. A musica não pára, os olhares não se largam, ela sente que está sozinha com ele no recanto da pista e finalmente alimenta a fome que sentia daquele homem que há anos via passar por si e que nunca falou, nem sentiu, nem cheirou.
Beijam-se, tocam-se com uma loucura desesperada, será que também ele a desejava antes? Sente o corpo a arder de tanto desejo, queria aquele homem só para ela, ali e rápido. Entregam-se em beijos e caricias sem darem importancia a quem pudesse estar a observar, drogaram-se um ao outro com a saliva e os suores de excitação.
A música pára e eles voltam para o meio da multidão de gente novamente. Olham-se e despedem-se com um beijo. Não falam, não dizem nada.
Ela sai e deixa-o no mesmo recanto da pista, olha para trás, dá-lhe um sorriso e recebe um olhar tranquilo e terno.
Nunca lhe falou, mas sim, sabe que é o Carlos e que vive muito perto de si.
7 comentários:
Anda inspirada a menina...
Tou aqui que nem posso!...
Então isso nem deu uma queca!
Fonix!
il primo nem so de sexo vive a mulher, a magia tambem faz falta.
tb acho que devia acabar em queca :) LOL
Eu não disse, eu não disse?!
Acho que o texto está fantástico porque deixa no ar a questão: "houve queca mais tarde ou não houve?"... :-)
Mas sem dúvida que o momento mágico foi essa fantástica troca de olhares... ;-)
Muito bem Marciana!...
UI UI
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